Mania de Sapatos no Diário de Pernambuco

3 mar

O Mania de Sapatos foi hoje matéria no caderno de Informática do Diário de Pernambuco, numa série de reportagens sobre mulheres e tecnologia, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Fiquei muito feliz e compartilho aqui com vocês. A matéria também fala sobre o meu outro blog, Finos&Fofos. Quem assina a matéria é o repórter e colunista de tecnologia Thiago Marinho.

Rede de devaneios e emoções
Capa // Páginas dos mais variados assuntos atraem a mulherada de idades e perfis distintos

Se por um lado elas gostam de conversar e de manter relacionamentos amorosos e de amizade pela internet, por outro a rede também serve para falar sobre devaneios, descarregar emoções do dia a dia, gerar movimentos sociais e até descobrir ou ampliar hobbies. São páginas sobre os mais variados assuntos, jogos eletrônicos voltados para elas e listas de e-mails com temas femininos. “A web serve como distração e fonte de informação sobre o que gosto”, conta a jornalista Mariana Araújo, 28 anos, que trabalha com mídias sociais numa grande agência de publicidade pernambucana e é autora do blog Mania de Sapatos (http://maniadesapatos.blogspot.com), para garotas apaixonadas por moda para os pés.


Mariana Araújo, 28 anos, adora sapatos e, claro, foi bater na web com seu assunto predileto Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press

“Sempre consultava os sites das lojas de grandes marcas para consumo próprio e, como eu sabia que este era um assunto corriqueiro entre as mulheres, decidi começar a fazer o meu próprio diário sobre o assunto. É uma maneira de pesquisar, dividir minhas opiniões, favoráveis ou não, e de me manter atualizada sobre as tendências.Não sou uma patricinha que anda com malas e malas cheias de sapatos, só uma pessoa que gosta do assunto”, explica ela, que tem entre 70 e 80 pares em sua coleção pessoal, contabiliza cerca de 2 mil acessos por mês, mantém contato com algumas leitoras e ainda faz outros dois blogs, um deles chamado Finos e fofos (http://finosefofos.blogspot.com), um tipo de coluna social às avessas sobre seus amigos de profissão.

Já a mestra em antropologia Júlia Morim, 30, fez mais do que manter um blog na rede de computadores. Depois de ter o primeiro filho e se interessar pelo parto humanizado, ela entrou para o grupo Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br), virou ativista e começou a orientar mulheres de todo o país sobre o assunto. “A gente articula e discute muita coisa pela web, desde mulheres que só nos conhecem virtualmente, até outras que acabam vindo para as reuniões presenciais. No fim, a rede facilita e permite encontrar diversas pessoas”, conta ela, que é mãe de Maria, 4 anos, e de Vicente, 7 meses.


Já a estudante de direito Laura Kitty não quer saber apenas de sites de maquiagem, mas também de games Foto: Inês Campelo/DP/D.A Press

Nos últimos anos, elas crescem também em eventos e profissões relacionadas à tecnologia. Na terceira edição da Campus Party Brasil, maior encontro sobre internet no país, realizado em São Paulo em janeiro deste ano, as mulheres representaram 25% dos inscritos – bem mais do que nos anos anteriores, quando os homens dominavam o espaço completamente. Da mesma forma, apesar de ainda serem minoria nas graduações, elas aos poucos ganham espaço também neste mercado – na primeira turma de sistemas de informação do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE), curso que terá início no segundo semestre, dos 25 alunos matriculados, três são mulheres (12%).

Diversão – Vistos por muito tempo como uma brincadeira para homens, as jovens e adultas também estão gostando mais de jogos eletrônicos. De acordo com um estudo da Sophia Mind, empresa focada em pesquisa do consumo feminino, mais de 45% das internautas entrevistadas dizem acessar games virtuais com frequência. Apesar de gastarem menos tempo online do que os homens, cerca de três horas por semana, elas mostram que este é um mercado em ascensão.

A estudante de direito Laura Kitty, 25, faz parte de um grupo de garotas que não quer saber apenas de sites de maquiagem, mas de diversão que envolve tiros, carros e outros temas vistos antes exclusivamente como masculinos. “É mais raro ver mulheres que gostam de videogame, mas dá para conhecer algumas pessoas pela internet. Já fui mais viciada, chegando a passar oito horas por dia num videogame, mas hoje estou mais light, gastando este tempo por semana”, diz ela, finalizando: “Além de ser um lazer, como é jogar bola ou ir ao cinema para outras pessoas, é uma válvula de escape para me desestressar”. (T.M.) 

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